Arquivo do mês: janeiro 2011

Lição de casa de Fernanda Takai

Lado BFernanda Takai é cantora. O talento visto no palco (sozinha ou com o Pato Fu) também é demonstrado fora dele. “Sou uma boa dona de casa!”, garante. É no aconchego do lar que ela põe literalmente a mão na massa para exercer seu lado B.

Fernanda Takai: lado A e lado B.

Cozinhar, levar e buscar a filha na escola, cuidar dos bichos e dar geral nos carros são algumas atividades da lista, feitas quando a artista está em Belo Horizonte, com tempo livre. “Quando estou na estrada também não me importo em resolver assuntos de produção. Meus empresários dizem que se eu não fosse cantora, trabalharia na equipe deles. Costumo ser bem organizada.”

Disco solo – O lado B de Fernanda foi despertado há 15 anos, depois do casamento com John Ulhoa, integrante do Pato Fu. Após a união, ela passou a ser responsável pela administração da casa. “Mas com certeza depois que nossa filha nasceu em 2003 isso se acentuou, pois dei uma desacelerada na carreira pra ficar mais em família”, diz. Em 2007, mais um motivo para administrar melhor o tempo: o lançamento do primeiro disco solo, intitulado Onde Brilhem os Olhos Seus. “E nada como um MBA doméstico pra saber fazer isso muito bem!”.

Fotos: Fabiana Figueiredo e Pierre Devin.

Volume máximo – Por que o lado B de Fernanda é indispensável? Porque a faz mais eficiente, sensível e disposta. A animação não dá trégua nem quando a artista dorme pouco. Se  foi para a cama tarde, cedo levanta. “Não consigo ficar enrolando. Gosto de ter tarefas, objetivos… e ao fim do dia ver que cumpri todas elas – de preferência, né?”. Em época de férias, Fernanda também é ativa. “No mínimo quero gastar meu tempo livre consumindo cultura ou conhecendo comidas novas. O máximo que me permito de esvaziamento do cérebro atualmente é jogar videogame com minha filha… mas aí também estou fazendo o papel de mãe legal!”. Ponto para ela.


Bruna Fonte: fotógrafa da natureza.

Lado B – Bruna Fonte é jornalista. Durante muito tempo, a música foi seu lado B. Aos poucos, o hobby foi tomando conta e acabou se transformando na sua ocupação principal. Hoje Bruna escreve sobre música e faz produção de bandas, além de outros tipos de eventos relacionados à música. Uma de suas últimas proezas foi escrever o livro O Barquinho Vai… Roberto Menescal e Suas Histórias.

Foto de divulgação de Bruna Fonte

Cadê o lado B? “Então, chegou um momento em que eu fiquei sem um lado B, pois ele se transformou em lado A! Foi aí que eu descobri a fotografia como o meu novo lado B”, diz a jornalista.

Capa – Há cerca de um ano e meio, a fotografia tem sido uma constante na vida de Bruna. São no mínimo cinco horas por semana de dedicação, prática que ela não dispensa, já que o hobby é algo que lhe faz muito bem. “Gosto muito de fotografar a natureza, então o meu lado B está sempre associado a viagens, ‘escapadas rápidas’ para a praia ou para o interior, idas a um bonito parque, e isso me faz muito bem. Adoro estar em contato com a natureza, e fotografá-la é um modo de ‘perpetuar’ o bem estar que sinto quando estou em contato com ela”, diz. “No meu dia a dia, procuro sempre manter por perto fotos bonitas que fiz, e as lembranças/sensações que elas me trazem recarregam as minhas energias!” Quer recarregar as suas também? Conheça o álbum de fotos criado por Bruna e aproveite!

Foto clicada por Bruna Fonte no município de Americana, São Paulo.


Marcelo Duarte, um colecionador compulsivo

Lado BMarcelo Duarte é jornalista e escritor. Longe das palavras, tem um lado B indomável. E bem divertido. “Sou um colecionador compulsivo. Tenho várias coleções espalhadas pela casa e pelo escritório: girafas, pandas, latinhas de Coca-Cola, bonequinhos de vilões, carrinhos relacionados à filmes e desenhos”. Quer mais? Além de ter também outras coleções menores, Marcelo não está só. “Também contaminei todos em casa. Cada um coleciona uma coisa em casa. Eu estimulo e sempre trago alguma coisinha para a coleção ir aumentando.”

Foto de divulgação do colecionador Marcelo Duarte

Coleções – Marcelo desconfia que herdou o vício do colecionismo de seu pai. “Ele também tem 1001 coleções”, conta. Na infância, as coleções do jornalista reuniam carrinhos Matchbox, selos, chaveiros e tampinhas de garrafas. Os carrinhos foram doados para o irmão do meio. “Não tenho mais as coleções de tampinhas e chaveiros. Os selos continuam na casa do meu pai e ele toma conta disso para mim. Cheguei a ficar em terceiro lugar numa exposição filatélica.”

Em árabe – O escritor conta que seu labo B é importante porque o faz lembrar de lugares por onde ele passou. Ser lembrado pelos amigos também tem a mesma importância. “Um amigo acabou de voltar de Abu Dhabi e me trouxe uma garrafinha de Coca-Cola toda em árabe”, diz. Segundo Marcelo, metade da coleção foi presenteada por amigos. “E é muito gostoso ser lembrado. É sinal de ser querido. Também sei quais são meus amigos colecionadores e costumo fazer o mesmo pela coleção deles quando estou viajando.”


Moska é todo lado B

Lado BMoska é compositor. Também é cantor, apresentador, fotógrafo, ator… Mas não é somente o lado A do artista que reúne múltiplos talentos. Aptidão e sensibilidade também fazem parte do seu lado B. “Acho que sou um ‘homem lado B’ (rs)… gosto de tanta coisa diferente que acabei não me especializando em nenhuma. A atividade em que mais me ocupo profissionalmente é mesmo a música, mas ter múltiplas atividades é o que me equilibra. E por viver basicamente de música, cada vez menos ocupo meu tempo com ela”, conta.

Composições – No dia a dia, dentro de casa, as habilidades de Moska também têm seu espaço. “Quando estou em casa eu cozinho, fotografo, filmo, leio, cuido dos filhos e das plantas, namoro minha mulher, e escrevo poemas e canções… costumo dizer que não gosto muito de nada, mas em compensação gosto um pouco de tudo. Me vejo como um compositor, no sentido em que ‘compor’ é juntar coisas. Não saberia compor uma canção sem minhas outras ‘atividades’.”

Coleção – Na infância, o gosto dele pela diversidade já dava sinais do que viria pela frente. A coleção do então garoto abrigava uma série de objetos: tampa de garrafa, maços de cigarro, chaveiro, copos, selos, cartões postais, moedas, bottons, tickets de entrada de shows etc.

Fotos: divulgação

Bagunça? Nada disso. O pequeno Moska organizava tudo, catalogando cada item das coleções. Entre as informações, ele anotava a origem de cada objeto, o país e o local encontrado. “Sempre fui curioso e nunca me imaginei um especialista”, diz. “Me formei em teatro, trabalhei com cinema, frequentei grupos de filosofia e andei pelo mundo, sempre atento às diferenças, com a tranquilidade de saber que não sabia nada, mas afirmando isso com a intenção de quem sabe tudo.”

Dois lados – Curioso para saber por que o lado B de Moska é indispensável para ele? “Porque eu mesmo sou uma composição deles todos, às vezes mais pra um lado, outras pra um outro, mas sempre oscilando e misturando as impressões de cada lado, buscando a adequação satisfatória, o deleite, o enlevo da poesia.”

Moska inaugura a série "Solos e Acústicos" no Sesc Belenzinho, em São Paulo, no próximo fim de semana. Dias 7 (sexta) e 8 (sábado) de janeiro às 21h30.


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