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O colorido de Lara Dias

Foto: Carlos Hauck

Foto: Carlos Hauck

Lado BLara Dias é estudante de jornalismo e trabalha como assessora de comunicação e social media. Quando faz uma pausa para exercitar seu lado B precisa ter por perto certos materiais. “Meu lado B é pegar um papel (ou qualquer superfície branca) e colorir. Com tinta, caneta, aquarela.” Ela conta que desenha desde pequena, mas nos últimos tempos a frequência tem sido cada vez maior. E as circunstâncias são diversas. A artista, por exemplo, rabisca agendas enquanto fala ao telefone, ilustra algumas encomendas durante a madrugada, pinta garrafas de vidro descartadas pelos pais. “Meu irmão diz que algum dia vou pintar meu próprio carro. Mas eu prefiro começar pela geladeira da minha futura casinha”, diverte-se.

Capa – Só em 2009 Lara notou como o desenho era importante na vida dela. “E só faz algum tempo, talvez menos de um ano, que eu percebi que, além da minha própria gaveta, tinha gente querendo ver o que eu estava fazendo”, diz. “Acho que encarar aquela superfície lisa e branquinha e poder bagunçar do jeito que eu quiser, é um alívio e um respiro pra alma. Tem que sobrar um tempinho, nem que seja no meio de uma refeição rápida durante o dia, para exercitar os nossos rituais de terapia. Ilustrar é o meu preferido.”
Fotos: Carlos Hauck

Foto: Lara Dias


Larissa Minghin e a beleza da escrita

Lado BLarissa Minghin é artista cênica e escritora. Quando põe em prática sua atividade menos conhecida, não deixa as palavras de lado. “Meu lado B é escrever poesias, contos, música”.

Letras – A paixão pela escrita começou em 2006, ano em que ela saiu de casa pela primeira vez. Larissa morava no interior de Minas Gerais e decidiu deixar o aconchego de casa para estudar teatro em São Paulo. “Todos meus questionamentos, experiências, saudades, dores e delícias, encontraram casa na escrita”.

Santas palavras – Hoje a artista garante que são vários os motivos que tornaram a escrita um ato indispensável na vida dela. Uma das razões está ligada ao fato de as palavras, a poesia e a música exercerem grande influência e tornarem realidade o trabalho Poesia, um santo remédio (poesias em cápsulas e embalagens que lembram remédios). “Acredito tanto na importância e na beleza da escrita, que deixei TUDO: trabalho fixo (trabalhava paralelamente a escrita, com moda), Belo Horizonte e me mudei para uma cidadezinha no interior de Minas, com muitas montanhas, água, céu azul-azul, muitas nuvens e poucos habitantes, cenário perfeito para trabalhar com escrita e me dedicar exclusivamente ao Santo Remédio e minha espiritualidade, que sem dúvida, faz parte do meu contato constante com a escrita e a música”.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.


Histórias de Leticia Matos

Lado B – Leticia Matos é artista plástica, idealizadora do projeto 13pompons. Além dele, ela tem outras duas paixões: Yôga e literatura. “Pratico Yôga há 11 anos, pelos menos 3 vezes por semana. Acabei me dedicando e estudando bastante essa filosofia que acabei fazendo formação para ministrar aulas”. kapodasanaApesar de não ser sua atividade principal, a artista reserva um tempo para dar aulas particulares. “Faz parte de mim essa busca pelo autoconhecimento, que vai muito além de alongar o corpo, aprender a respirar melhor, esvaziar a mente de tanta informação e deixar o intuicional fluir melhor. E aí entra a literatura, a paixão pelos livros e pela construção de histórias”, conta. “As duas coisas se complementam. Conhecer mais o outro, me conhecer através do outro e observar minhas atitudes, emoções a partir disso tudo”.

Letras – Todas essas histórias, criadas mesclando um pouco da artista e das pessoas, têm ligação com o projeto 13pompons, que embeleza com tricô árvores, orelhões e postes de diversas cidades. “A história que se constróe enquanto teço se agrega a história de cada objeto, árvore, peça que aplico meu trabalho. Me encanta produzir algo atemporal, que vem carregado de sentimentos e que aos olhos dos outros se transforma em outra história”.http://instagram.com/p/RYmbB2GlOS/

Capa – História longa é a de Leticia com os livros. Desde criança ela gosta de ler. “Durante 4 anos participei de uma oficina de literatura, arriscando a escrita de contos”. Até hoje ela não desgruda dos livros, além de manter o hábito da escrita. “Faço anotações diárias e remexo em textos meus cerca de uma vez por semana. É fascinante viver histórias que de certa forma são minhas, que tem um pouco de mim, que tem algo do que eu talvez vivesse se estivesse naquela história. Ou não! Ou simplesmente a experiência de entrar em outros universos, sem julgamentos. ‘Seiva e risco’ é o que resume esse mergulho em outros universos e que me compõe. É o que está presente na minha vida e no meu trabalho”, diz. “Esse meu lado B me completa e transforma o meu trabalho em algo único, carregado de tudo que sou, penso e acredito”.

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação


Pedro Fonseca perto do violão

Lado BPedro Fonseca é escritor. Quando dá um tempo para se dedicar ao seu lado B, sua atividade menos conhecida, substitui o teclado por outro objeto: o violão. “Tocar tem sido meu lado B, desde sempre”, diz Pedro. “Como nunca tive o talento suficiente para que fosse minha principal atividade, fui criando desculpas para ficar sempre por perto do violão – e da música, de maneira geral. Sou um excelente ouvinte, mas um músico de terceira. Mas não largo o osso: todos os dias estudo um pouco, toco um pouco e, em rompantes de coragem, componho.”

Crédito: João Fonseca.

Crédito: João Fonseca.

Primeiros sons – O escritor conta que descobriu seu lado B na adolescência. “Meu maior amigo da vida (até hoje) fazia conservatório de música e, para ele, tocar Noel, Herivelto, Zé Keti era uma coisa absolutamente natural. O que me deixava contrariado”, lembra. Na época, diante de tal situação, Pedro resolveu pedir um violão para o pai, mesmo sem saber tocar um lá maior, como ele mesmo diz. A resposta do pai? “Quando você souber tocar uma música inteira, te dou um violão, Pedro”. Não demorou muito para o então adolescente surpreendê-lo. “Seis meses depois, voltei à casa dele com um violão emprestado. Ele perguntou o que era aquilo. Sentei no chão e toquei ‘Comida’, dos Titãs. Foi uma covardia, porque ele gostava da música. Saímos da casa dele direto para a Rua da Concórdia, em Recife, para comprar um violão vagabundo que me acompanhou por quase dez anos.”

Capa – Desde então, Pedro procura exercer seu lado B todos os dias, atividade indispensável para ele. “O ato de parar o que estou fazendo para tocar esvazia a cabeça e preenche o coração. Preciso disso, todos os dias”, explica. Sorte de quem convive com ele.


O reinado de Pipo Pegoraro

Lado B Pipo Pegoraro é cantor e compositor. Toda semana o músico reserva um espaço para exercer sua atividade menos conhecida, seu lado B. “Gosto muito de ficar no jardim de casa cavocando, plantando, podando e fazendo o que as plantas pedem para ser feito. Semanalmente arranjo um tempo para ficar ali reinando.”

Primeiros sons – O artista conta que seu interesse por plantas vem desde criança. “Na casa dos meus pais tem uma área na frente em que eles plantam várias flores e sempre foi um lugar recorrente em minha infância e minha vida”, diz. “Depois que mudei para minha casa atual, nosso quintal virou esse espaço naturalmente.”

Capa – Cultivar esse contato com a natureza vivendo numa grande metrópole é indispensável para Pipo. “Quando se mora em uma cidade com tanto concreto como São Paulo, ter essa conexão com o telúrico (em sentido bem amplo) é essencial. Que seja num jardim, num parque, numa horta… essa ‘aproximação’ dá um alívio tremendo e faz lembrar que debaixo de todo o cimento tem uma terra viva onde brotam coisas o tempo todo. É muito especial ver uma flor nascer.”

Diana Basei

Crédito: Diana Basei


Flavio Giusti no ponto

Lado B – Flavio Giusti é músico, ator e apresentador. Seu lado menos conhecido, o lado B, também tem pitadas de arte e ele o pratica em um lugar pra lá de especial: na cozinha. “Meu lado B é cozinhar. Como artista acabo não tendo muito tempo para cozinhar mas, quando cozinho, tento fazer disso uma arte”, diz.

Capa – A habilidade culinária foi descoberta cedo, aos 11 anos, quando Flavio era escoteiro. “Aos 16 anos me tornei vegetariano e, desde então, isso passou a ser um desafio para mim: mostrar para as pessoas que dá para comer bem e não só alface e cenoura como muitos ainda pensam.” Prova disso pode ser vista no seu atual programa, o VegetariRango, disponível no site da atração.

Foto: divulgação

Foto: divulgação


A paixão noturna de Cícero

Lado BCícero é cantor e compositor, graças ao seu lado B,  sua característica pouco conhecida: “Gosto da rua de noite”, diz. Mas não pense que essa admiração dele é recente. Além de já tê-la adquirido há bastante tempo, ainda rendeu ao músico muitas surpresas na vida. “Nasci assim… fui descobrindo o mundo e as coisas dele e minhas.”

Capa – Agora é a vez de você descobrir porque o lado B de Cícero é tão indispensável para ele. “Porque ele inventou o lado A”, conta. Para conhecê-lo, acesse aqui o site do cantor e baixe seu mais recente trabalho, Canções de Apartamento.


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