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Larissa Minghin e a beleza da escrita

Lado BLarissa Minghin é artista cênica e escritora. Quando põe em prática sua atividade menos conhecida, não deixa as palavras de lado. “Meu lado B é escrever poesias, contos, música”.

Letras – A paixão pela escrita começou em 2006, ano em que ela saiu de casa pela primeira vez. Larissa morava no interior de Minas Gerais e decidiu deixar o aconchego de casa para estudar teatro em São Paulo. “Todos meus questionamentos, experiências, saudades, dores e delícias, encontraram casa na escrita”.

Santas palavras – Hoje a artista garante que são vários os motivos que tornaram a escrita um ato indispensável na vida dela. Uma das razões está ligada ao fato de as palavras, a poesia e a música exercerem grande influência e tornarem realidade o trabalho Poesia, um santo remédio (poesias em cápsulas e embalagens que lembram remédios). “Acredito tanto na importância e na beleza da escrita, que deixei TUDO: trabalho fixo (trabalhava paralelamente a escrita, com moda), Belo Horizonte e me mudei para uma cidadezinha no interior de Minas, com muitas montanhas, água, céu azul-azul, muitas nuvens e poucos habitantes, cenário perfeito para trabalhar com escrita e me dedicar exclusivamente ao Santo Remédio e minha espiritualidade, que sem dúvida, faz parte do meu contato constante com a escrita e a música”.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.


Sessões de Fernanda de Mello Gentil

Lado BFernanda de Mello Gentil é escritora. Lidar com fatos, personagens e vidas é comum em sua atividade. E também quando o assunto é seu lado B, sua faceta menos conhecida. “O meu lado B é ver filmes, todos os gêneros, inclusive os Bs, Cs e Ds, várias vezes por semana, geralmente de madrugada.”

Histórias – A escritora sempre foi cinéfila, mas as sessões cinematográficas noturnas começaram há cerca de 10 anos, tempo suficiente para hoje ser considerado algo fundamental na vida dela. “O meu lado B é indispensável porque além de ser uma atividade relaxante, uma brincadeira, também me ajuda a pensar histórias. Afinal, uso e abuso de dramaturgia constante, direta, na veia, e aproveito na hora de escrever, jogando  com as referências, misturando o que interessa, um verdadeiro prazer.”

Foto de divulgação de Fernanda de Mello Gentil: criatividade de todos os lados.


Mariana Collares é movimento

Lado BMariana Collares é escritora. Até bem pouco tempo, a escrita fazia parte de seu lado menos conhecido, o lado B. “Trabalho com o direito e a escrita literária era um amor ao qual eu alimentava, no escuro de um quarto metafórico, mais especificamente, um blog não divulgado”, conta.

Foto de divulgação de Mariana Collares

Com o estímulo dos leitores do blog, Mariana lançou o livro Devaneios Literários (abaixo) e começou a se intitular escritora. “O lado B passou a ser as outras artes às quais me dedico, de forma anônima e totalmente amadora. As mais expressivas são o canto, a dança e a fotografia.”

Sons – A artista já fez aulas de técnica vocal e  já se apresentou como convidada em alguns bares de Porto Alegre, cidade onde vive. “Mas a timidez me impede de seguir adiante com esse hobby, então o canto vira prática nas festas íntimas, entre amigos, ou eventualmente em uma roda de violão. Além disso, minha voz não cumpre agenda.” Ela já passou um ano sem cantar por causa da faringite.

“Isso me deprimiu sobremaneira, tal a relação que possuo com a música. É algo visceral e que amolda a minha personalidade, porque foi a primeira arte que descobri, ainda pequena”, comenta. “O canto foi e é um dom de família. Meu pai me ensinou a cantar e fazíamos duetos desde pequena.”

Ritmos – Depois, a infância também revelou outro talento: a dança. Mariana fez ballet clássico e, já adulta, participou de um grupo de dança flamenca, se apresentando durante cinco anos em palcos do Brasil. Hoje, voltou a ter aulas de flamenco e garante que tem facilidade de dançar qualquer ritmo. “Já brinquei com salsa, samba, merengue, dança do ventre. Dançar é movimento e o movimento é a palavra que me define”, diz. A dança faz parte da minha vida, acho que desde sempre. Ou desde que andei pela primeira vez, porque ficava ensaiando passinhos para os familiares, até que minha mãe me jogou numa aula de ballet.”

Pause – O movimento tem sido constante também quando o assunto é o seu novo amor: a fotografia. A escritora conta que sai bastante para fotografar e quase sempre está com sua câmera no carro. “Há alguns anos comprei uma câmera de qualidade e passei a ‘captar o passarinho’ com alguma frequência. Saio muito para fotografar e já ousei colocar alguma coisa deste hobby num site de fotografia, obtendo alguns elogios de profissionais da área.”

Capa – Mariana afirma que o ser humano precisa se expressar e a arte é o viés pelo qual ele se alimenta e alimenta o mundo. “Meu lado B é mais do que indispensável. Ele ajuda a me definir, ou define um pouco da complexidade do que sou. Costumo dizer que sou um ‘ser multimídia’ e esta é uma forma muito minha de existir. Transito entre várias artes e preciso de todas elas para compor a escritora que sou e que ainda pretendo ser um dia. Arte é vida. E meu lado B é minha arte, minha vida e meu universo.”

Fotos: Mariana Collares


Mensagem para você. De Sabrina Arini.

Lado B – Sabrina Arini é designer gráfica e ilustradora. Cores e traços não são suficientes para suprir sua criatividade. Ela precisa também soltar o Sabrina Arini: paixão pelas palavras.verbo. “Meu lado B é meu lado ‘escritora’. Sempre gostei de escrever e sempre arrumei motivos para isso. Quando adolescente escrevia os dramas da juventude em páginas e mais páginas das (gordas) agendas – moda na época.”

Em disco e CD – A moda passou, o hábito de escrever não. Na época, os amigos de Sabrina passaram a receber suas cartas. Depois, e-mails. Quando a designer mudou para Barcelona, a internet continuou sua parceira. Os mais chegados descobriam suas divertidas peripécias longe do Brasil por meio de longas mensagens enviadas por ela. “Lembro de receber respostas dos amigos comentando como dava para me ouvir falar lendo minhas linhas. Quando voltei ao Brasil (re)comecei a escrever (agora em espanhol) para os amigos que haviam ficado por lá”, conta.

Letras – Quando Sabrina criou a Jaya!, temeu ficar com pouco tempo para escrever. Solução? Criar o blog da Jaya!, sugestão dada por um de seus amigos. Hoje, além do blog (à dir.), a designer também escreve no facebook. “Acabei conseguindo incorporar a escrita na minha rotina (ela faz parte das coisas que tenho que fazer na empresa) e eu simplesmente adoro! Geralmente espero ficar sozinha no escritório, fico apenas com algumas luminárias ligadas e… escrevo! Às vezes o texto vem assim, inteiro, e de uma só vez!”.

Composições – O blog da Jaya! foi fundamental para a ilustradora entender a importância da escrita na sua vida. “Quando eu apenas desenhava, lembro de sentir que ainda havia algo que faltava, parecia que não usava tudo o que tenho, toda a minha criatividade. Quando pude finalmente publicar meus textos – e isso virou algo que faço constantemente e que tenho que fazer –, percebi o quanto essa forma de expressão é importante pra mim. Às vezes escrevo sem estar com caneta ou computador na mão. Escrevo na cabeça. É algo que faço o tempo todo. E depois é só passar para o papel.”

Ritmo – Quer saber por que o lado B dela é tão especial? “Por que sem ele parece que não uso tudo o que tenho para dar ao mundo. É uma forma de expressão, onde consigo mostrar o que e como penso o mundo, as coisas, as pessoas. Eu simplesmente adoro usar e brincar com as palavras. Uma palavra puxa a outra, que puxa uma frase… é uma delícia”. E Sabrina garante que o ato de escrever passa longe de ser uma prática angustiante, sentimento característico de todo processo criativo. “As linhas pulam na minha frente, as palavras se apresentam e parece que elas mesmas decidem aonde querem ir. E vão”. Vamos segui-las?

 

Fotos: Pedro Loes


Antonia Pellegrino: a moça e o mar.

Lado B – Antonia Pellegrino é roteirista e escritora. Quando ela deixa de trabalhar com as palavras para lidar com seu lado B, gosta de ir fundo. Literalmente. “O meu lado B é ser mergulhadora. Nas horas de sufoco, sempre considero tornar meu lado B o lado A e ir viver em uma ilha como instrutora.”

Foto de divulgação de Antonia Pellegrino no fundo do mar

Curtindo o som – Enquanto o plano ainda é um desejo intermitente, Antonia faz o possível para incluir na sua agenda visitas ao fundo do mar. “Pelo menos uma vez por ano eu faço uma viagem de mergulho, mas se pudesse, mergulharia toda semana”, conta.

Capa – A paixão da roteirista foi despertada há oito anos, em um lugar paradisíaco. “Descobri o mergulho em Fernando de Noronha”. Quer saber por que os passeios subaquáticos são indispensáveis na vida de Antonia? “Porque o mergulho é a minha religião”, finaliza.


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