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Larissa Minghin e a beleza da escrita

Lado BLarissa Minghin é artista cênica e escritora. Quando põe em prática sua atividade menos conhecida, não deixa as palavras de lado. “Meu lado B é escrever poesias, contos, música”.

Letras – A paixão pela escrita começou em 2006, ano em que ela saiu de casa pela primeira vez. Larissa morava no interior de Minas Gerais e decidiu deixar o aconchego de casa para estudar teatro em São Paulo. “Todos meus questionamentos, experiências, saudades, dores e delícias, encontraram casa na escrita”.

Santas palavras – Hoje a artista garante que são vários os motivos que tornaram a escrita um ato indispensável na vida dela. Uma das razões está ligada ao fato de as palavras, a poesia e a música exercerem grande influência e tornarem realidade o trabalho Poesia, um santo remédio (poesias em cápsulas e embalagens que lembram remédios). “Acredito tanto na importância e na beleza da escrita, que deixei TUDO: trabalho fixo (trabalhava paralelamente a escrita, com moda), Belo Horizonte e me mudei para uma cidadezinha no interior de Minas, com muitas montanhas, água, céu azul-azul, muitas nuvens e poucos habitantes, cenário perfeito para trabalhar com escrita e me dedicar exclusivamente ao Santo Remédio e minha espiritualidade, que sem dúvida, faz parte do meu contato constante com a escrita e a música”.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.


Na balada com Yuri Barichivich

Lado BYuri Barichivich é fotógrafo. E é nos fins de semana que seu lado B entra em ação. Apaixonado por festas e baladas, o artista tem um hobby ligado à música e à fotografia. “Arrisco de DJ ocasionalmente e fotografo festas como hobby, me divirto socializando e conhecendo novas pessoas, é uma parte da fotografia que para mim é muito ligado a minha diversão.”

Crédito: Yuri Barichivich

Primeiros sons – A descoberta do hobby aconteceu por acaso, quando durante uma sessão de fotos Yuri foi escalado para cobrir um DJ amigo que havia faltado. “Peguei gosto pela coisa e acabei tocando mais e mais vezes por diversão”. Para o artista a atividade é fascinante pois tem a ver com algo que ele sempre gostou: música. Sem contar o prazer de ver o público se divertindo e cantando o que ele toca.

Capa – O fotógrafo afirma que provavelmente se afundaria no trabalho se não tivesse seu lado B. “Eu espero o final de semana muitas vezes para poder me divertir, ter um tempo sem pensar e poder estar com amigos que  minha agenda de estudo e fotografia não permite encontrar durante a semana”, explica. “Baladas e festas são algo que me sustentam emocionalmente só pelo contato social, pela diversão e para extravasar energias negativas de uma semana pesada. Acho que por isso se tornou indispensável, é minha válvula de escape.”


Talyson Rodrigues perto da música

Lado B – Talyson Rodrigues é estudante. Na adolescência, em Minas Gerais, seu atual lado B era sua atividade principal: cantar. “A minha paixão por música, de fato, começou quando eu e alguns amigos resolvemos montar uma banda de rock, quando ainda nem sabíamos o que cada um faria. A única coisa que tínhamos em mente é que teríamos uma banda. Naquela época não imaginava que poderia ter dado tão certo.” Ele conta que depois de um tempo, o grupo acabou. A vontade de cantar não. Solução? Juntar-se ao amigo Nathan, craque no violão. “Nathan e eu começamos a fazer apresentações em alguns bares de Campos Gerais (minha cidade natal) e das cidades vizinhas. Ganhamos um dinheirinho bom. Dinheiro que me ajudou bastante nos primeiros meses aqui em São Paulo.”

Rock – A parceria só ficou abalada quando Talyson entrou na faculdade.

Foto de divulgação do cantor Talyson Rodrigues

“Quando resolvi estudar jornalismo fui obrigado a abrir mão da música e me dedicar à faculdade. Os shows começaram a ser menos frequentes e a minha parceria com Nathan quase acabou”, recorda. “De um ano para cá, a minha veia musical começou a pulsar um pouco mais forte e voltamos, eu e Nathan, com mais vontade de tocar. Montamos então uma banda nova, de rock’n roll. Estamos novamente fazendo shows em Minas e, como cada integrante da banda mora em um lugar, aproveitamos a internet para fazer ensaios. Tem dado certo.”

Primeiros sons – O interesse de Talyson pela música nasceu na escola, aos 13 anos, com a turma de amigos. “Resolvemos começar aulas de violão com o mestre Biza na cidade de Campos Gerais. A princípio ninguém sabia das dificuldades de ser músico, queríamos nos divertir e nos aventurar. Quando cada um escolheu o instrumento que queria tocar, eu vi uma vaga que nunca havia pensado na vida em preencher: a de vocalista de uma banda.” Depois da escolha, o comunicado. “Cheguei com toda a confiança do mundo para os meus amigos e disse que seria o cantor. Eu nunca havia cantado a não ser no chuveiro, mas enfrentei o desafio. Já se passaram oito anos e eu acho que até então tem dado certo. Aprendi bastante e pretendo aprender ainda mais.”

Último volume – Hoje a música na vida do talentoso cantor é indispensável. Na época em que ele veio para São Paulo estudar jornalismo, percebeu a falta do canto no dia a dia. “Mesmo sendo um compulsivo consumidor de música, eu não estava atuante naquele momento”. O desejo voltou à tona durante um passeio com amigos. “Um dia eu fui a um bar com amigos do trabalho e tinha uma banda tocando. Fiquei desconcertado rememorando os meus dias musicais. Foi aí que eu percebi que é uma espécie de vício. Um vício virtuoso e saudável, se é que assim posso definir. Hoje não me vejo longe da música novamente, nem me atreveria.” Boa notícia para os fãs do cantor.


O silêncio criativo de Gunnar Vargas

Lado BGunnar Vargas é cantor e compositor. Fora do palco, continua exercitando sua criatividade, especialmente quando assume seu lado B.

“Gosto muito de escrever ficção. Também gosto de filmar e editar filmes, é como criar uma ficção com os elementos reais, que a partir dessa intervenção ganha uma nova realidade”, conta. Quando compõe, o processo é similar. Gunnar mescla palavras e sons em busca de uma nova canção, uma nova história para cantar. “Sou muito introspectivo, fico observando a vida, as pessoas, os gestos, os sentimentos, e a partir dessa observação e de longos períodos sozinho, começo a compor as músicas.”

Outros sons – A música ainda envolve outro prazer, o de pesquisar artistas pouco conhecidos e compartilhá-los com os amigos. “Muitas vezes recebo amigos pra escutar música em casa, vou mostrando os discos, vamos ouvindo e comentando as músicas.”

Fotos: Rogério Vieira

O lado B dos discos tem seu valor na trilha sonora de Gunnar, até mesmo quando a obra é seu próprio trabalho. “O meu disco ‘Circo Incandescente’ tem um ‘lado B’ do meio pro fim, que é uma parte mais triste e intimista do disco.”

Dentro da capa – A serenidade criativa sempre fez parte da personalidade de Gunnar. Ficar quieto, observar e criar um mundo à parte em sua cabeça é algo natural para ele. Na adolescência, época em que começou a tocar violão, o universo interno do artista já tomava forma de canções. Para surpresa do cantor, suas músicas agradavam cada vez mais gente. Hoje, a beleza interior de Gunnar pode ser conhecida em seu primeiro CD, Circo Incandescente. “Compor é uma atividade completamente introspectiva e quase sempre solitária. Sem esse mergulho pra dentro de mim, não acho que seria possível compor.”

Gunnar Vargas lança o CD Circo Incandescente em São Paulo, no Sesc Vila Mariana, sexta, 10 de junho, às 20h30.


Na trilha de Léo Mendes

Lado BLéo Mendes é assessor de imprensa. Seus amigos, fãs de uma bela trilha sonora, já conhecem o lado B dele. “Pesquisar música pop é uma das coisas que mais me ocupa quando estou em casa. Todos os dias dedico algum tempo a isso. Gosto demais de descobrir cantores, bandas e sons que raramente ou nunca tocam no rádio”, conta o pesquisador.

Primeiros sons – O interesse por música surgiu na infância, época em que os pais de Léo mantinham o rádio ligado a maior parte do tempo. A rotina musical do tempo de criança certamente contribuiu para o hobbie de Léo, surgido há cerca de 4 anos, quando instalou um computador em casa.

Léo Mendes em foto clicada por Barbara Sturm

“O meu i-Pod está sempre repleto de novidades e ainda repasso as minhas descobertas para amigos ávidos por minhas dicas. Até já recebi pedidos de playlists para festas, sem falar que enquanto estive à frente da organização do Noitão do Belas Artes, como programador, também cuidei da trilha sonora que ecoava no lounge da maratona por toda a madrugada.” A seleção feita por Léo chamava tanta atenção que a abordagem de pessoas munidas de caneta e papel na mão, interessadas em anotar as músicas, era comum. “Música é mais do que um prazer pessoal, é algo que adoro compartilhar.”


Bruna Fonte: fotógrafa da natureza.

Lado B – Bruna Fonte é jornalista. Durante muito tempo, a música foi seu lado B. Aos poucos, o hobby foi tomando conta e acabou se transformando na sua ocupação principal. Hoje Bruna escreve sobre música e faz produção de bandas, além de outros tipos de eventos relacionados à música. Uma de suas últimas proezas foi escrever o livro O Barquinho Vai… Roberto Menescal e Suas Histórias.

Foto de divulgação de Bruna Fonte

Cadê o lado B? “Então, chegou um momento em que eu fiquei sem um lado B, pois ele se transformou em lado A! Foi aí que eu descobri a fotografia como o meu novo lado B”, diz a jornalista.

Capa – Há cerca de um ano e meio, a fotografia tem sido uma constante na vida de Bruna. São no mínimo cinco horas por semana de dedicação, prática que ela não dispensa, já que o hobby é algo que lhe faz muito bem. “Gosto muito de fotografar a natureza, então o meu lado B está sempre associado a viagens, ‘escapadas rápidas’ para a praia ou para o interior, idas a um bonito parque, e isso me faz muito bem. Adoro estar em contato com a natureza, e fotografá-la é um modo de ‘perpetuar’ o bem estar que sinto quando estou em contato com ela”, diz. “No meu dia a dia, procuro sempre manter por perto fotos bonitas que fiz, e as lembranças/sensações que elas me trazem recarregam as minhas energias!” Quer recarregar as suas também? Conheça o álbum de fotos criado por Bruna e aproveite!

Foto clicada por Bruna Fonte no município de Americana, São Paulo.


Moska é todo lado B

Lado BMoska é compositor. Também é cantor, apresentador, fotógrafo, ator… Mas não é somente o lado A do artista que reúne múltiplos talentos. Aptidão e sensibilidade também fazem parte do seu lado B. “Acho que sou um ‘homem lado B’ (rs)… gosto de tanta coisa diferente que acabei não me especializando em nenhuma. A atividade em que mais me ocupo profissionalmente é mesmo a música, mas ter múltiplas atividades é o que me equilibra. E por viver basicamente de música, cada vez menos ocupo meu tempo com ela”, conta.

Composições – No dia a dia, dentro de casa, as habilidades de Moska também têm seu espaço. “Quando estou em casa eu cozinho, fotografo, filmo, leio, cuido dos filhos e das plantas, namoro minha mulher, e escrevo poemas e canções… costumo dizer que não gosto muito de nada, mas em compensação gosto um pouco de tudo. Me vejo como um compositor, no sentido em que ‘compor’ é juntar coisas. Não saberia compor uma canção sem minhas outras ‘atividades’.”

Coleção – Na infância, o gosto dele pela diversidade já dava sinais do que viria pela frente. A coleção do então garoto abrigava uma série de objetos: tampa de garrafa, maços de cigarro, chaveiro, copos, selos, cartões postais, moedas, bottons, tickets de entrada de shows etc.

Fotos: divulgação

Bagunça? Nada disso. O pequeno Moska organizava tudo, catalogando cada item das coleções. Entre as informações, ele anotava a origem de cada objeto, o país e o local encontrado. “Sempre fui curioso e nunca me imaginei um especialista”, diz. “Me formei em teatro, trabalhei com cinema, frequentei grupos de filosofia e andei pelo mundo, sempre atento às diferenças, com a tranquilidade de saber que não sabia nada, mas afirmando isso com a intenção de quem sabe tudo.”

Dois lados – Curioso para saber por que o lado B de Moska é indispensável para ele? “Porque eu mesmo sou uma composição deles todos, às vezes mais pra um lado, outras pra um outro, mas sempre oscilando e misturando as impressões de cada lado, buscando a adequação satisfatória, o deleite, o enlevo da poesia.”

Moska inaugura a série "Solos e Acústicos" no Sesc Belenzinho, em São Paulo, no próximo fim de semana. Dias 7 (sexta) e 8 (sábado) de janeiro às 21h30.


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