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Larissa Minghin e a beleza da escrita

Lado BLarissa Minghin é artista cênica e escritora. Quando põe em prática sua atividade menos conhecida, não deixa as palavras de lado. “Meu lado B é escrever poesias, contos, música”.

Letras – A paixão pela escrita começou em 2006, ano em que ela saiu de casa pela primeira vez. Larissa morava no interior de Minas Gerais e decidiu deixar o aconchego de casa para estudar teatro em São Paulo. “Todos meus questionamentos, experiências, saudades, dores e delícias, encontraram casa na escrita”.

Santas palavras – Hoje a artista garante que são vários os motivos que tornaram a escrita um ato indispensável na vida dela. Uma das razões está ligada ao fato de as palavras, a poesia e a música exercerem grande influência e tornarem realidade o trabalho Poesia, um santo remédio (poesias em cápsulas e embalagens que lembram remédios). “Acredito tanto na importância e na beleza da escrita, que deixei TUDO: trabalho fixo (trabalhava paralelamente a escrita, com moda), Belo Horizonte e me mudei para uma cidadezinha no interior de Minas, com muitas montanhas, água, céu azul-azul, muitas nuvens e poucos habitantes, cenário perfeito para trabalhar com escrita e me dedicar exclusivamente ao Santo Remédio e minha espiritualidade, que sem dúvida, faz parte do meu contato constante com a escrita e a música”.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.


Eloy Nunes: naturalmente poeta.

Lado B – Eloy Nunes é jornalista e ator. Além disso, possui muitas outras facetas. “Tenho vários lados, além do A e B, até por que ser somente frente e costa é reduzir nossas possibilidades quânticas”, afirma. Entre as outras atividades prazerosas da vida, estão na lista cantar, andar no parque Villa-Lobos, pedalar. Eloy também gosta de fazer vídeos filosóficos que posta no Youtube, de colecionar arte, de decoração e de cultivar sua espiritualidade. Porém, o que mais o comove é a poesia. “Sempre posto alguma poesia nos limites dos caracteres do Twitter, no caso, 140. E já são aproximadamente 1.000 poesias. Posto pelas madrugadas, quando estou ligeiramente sensibilizado. (rs)”

Divulgação

Letras – No Twitter (@eloynunes), suas poesias estão marcadas como favoritas. Já na fan page do facebook  são acompanhadas por fotos. Hoje sua página reúne 5 álbuns de “Poesia e Frases”. “Já publicava, no passado, contos no meu blog, mas decidi ser mais dinâmico e plural nas emoções e criações. E dizer em duas linhas com grande carga de emoção é um resultado que me empolga e me tranquiliza a alma”. O período criativo de poemas e frases ficou mais intenso em 2011, ano marcante na vida do jornalista. “No ano passado, em que eu fiz 40 anos, perdi meu pai, saí de uma emissora de TV onde estava fazia 5 anos e sofri muito no amor. Tudo junto, daí só podia explodir em poemas e frases de efeito, né?”.

Capa – Seu lado poeta é visto por ele como algo natural. “Eu converso on-line com as pessoas, e, daquelas conversas, saem várias frases, de temáticas diferentes. E, daquelas sensações, eu costumo ir criando outras, e outras”, explica. A aptidão para representar seus pensamentos por meio das palavras tem uma explicação: a paixão pela escrita é herança de família. Sua tia materna  Sylvia Helene Tocantins de Mello é integrante da Academia Paraense de Letras (APL), além de muito prestigiada na Amazônia. Na época em que morava em Belém, sua terra natal, o ator tinha sempre ao seu lado um grande incentivador: o pai. Era ele quem lia e discutia com Eloy todas as redações do colégio. “Acho que além de contos e algumas peças, que tenho escritas, a poesia será sempre uma via sem volta da minha sensibilidade artística”, conta. “Elas chegaram aos palcos, ano passado, num show performático que fiz, chamado ‘Eu Minto, mas minha voz não mente’, que apresentei nos Cafés Uranu’s e Paõn, em São Paulo. “


Poesias e aforismos de Flavio Meyer

Lado BFlavio Meyer é fotógrafo. Na mira de seu olhar as palavras também têm espaço garantido e fazem parte de seu lado B. “Sempre fui um grande admirador de poesias e aforismos. Por diversas vezes me arrisquei a escrever, procurando sempre experimentar diferentes construções textuais e variadas temáticas”.

Flavio Meyer apresenta de 19 a 31 de março a exposição Gigantes em Miniatura na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Fotos: Divulgação.

Letras – O artista conta que escreve poesias esporadicamente e quando as cria gosta também de ilustrá-las. Os aforismos são mais constantes e nascem junto com as imagens criadas por ele quase todos os dias. Flavio afirma que descobriu sua habilidade poética na adolescência. “Na adolescência descobri a poesia como ferramenta para deixar fluir minhas emoções e conectar-me ao sentimento de outras pessoas. Recentemente passei a desenvolver os aforismos para acompanhar as imagens e oferecer uma experiência mais completa.”

Capa – Quer saber por que o lado B de Flavio Meyer é indispensável? “Como artista visual acredito que tratam-se de artes complementares na medida em que possuem distintos alcances aos nossos sentidos. A palavra atua justamente onde a imagem perde alcance, e vice-versa.”

Nasce a Musa

O guerreiro valente deseja,
brigar por tudo que almeja,
sem nunca deixar-se cansar.
Esta vida é uma intensa batalha,
onde quem desiste é quem falha,
o que importa na vida é lutar.

Ilustração criada por Flavio Meyer para a poesia Nasce a Musa

Tantas vezes tentei sem sucesso,
eloquente frear o processo,
mas emoção não se deixa domar.
Insisto não há outro jeito,
com furor acordaste meu peito,
pois agora que deixe sangrar!

Por mais dizer-me que não,
me abusa a inspiração,
e a poesia minha te usa.
De acordo com estes fatores,
desta soma de imensos sabores,
nasceu resultado a musa.

Este meu castigo é uma sina,
que hoje, contigo combina,
mas amanhã verá renascer.
Desfruta sem zelo, óh Diva,
seu reinado de gelo, altiva
que o poeta irá te esquecer!


Fazendo cena. Com Vanessa Rosal.

Lado BVanessa Rosal é jornalista. O agitado dia a dia da profissão nunca foi motivo para ela deixar de exercer outras atividades. Vanessa já jogou basquete, fez aula de dança, curso de poesia e ainda mostrou que tem samba no pé ao desfilar várias vezes pela escola Gaviões da Fiel.

Vanessa Rosal na peça Tribobó City, de Maria Clara Machado.

Hoje, a versátil jornalista dedica-se à gastronomia e está prestes a terminar um curso sobre o tema no Senac. “Mas tenho certeza de que meu lado B, definitivamente, é brincar de ser atriz. Brincar é modo de dizer, porque o Teatro é uma atividade que eu levo muito a sério, mas com leveza. Subir ao palco, sentir a luz quente dos refletores batendo no rosto, o buxixo da plateia, as palmas no final na apresentação… para mim, isso não tem preço”, garante. “Posso dizer que o teatro, hoje, está no meu dia a dia, assim como o jornalismo. Estou fazendo curso profissionalizante na escola Macunaíma, com apresentação de duas peças diferentes por ano.”

Faixa a faixa – A paixão da atriz pelos palcos começou na escola, aos nove anos, quando participou do elenco da peça A arca de Noé. “De lá para cá, sempre me envolvi com apresentações na escola e participei de um grupo, já na adolescência, com alunos do colégio Sérgio Buarque de Holanda. Fiz várias apresentações no teatro Paulo Eiró e no Teatro Dias Gomes, com as peças Crônicas da Vida Privada e Afinal, um Sargento de Milícias”. Quando ingressou no curso de jornalismo, outra iniciativa. “Organizei um grupo independente com alunos de Jornalismo e Rádio e TV, contratamos uma professora particular de teatro e encenamos duas peças no teatro da Unisa (Universidade de Santo Amaro): A Moreninha e A Família e a Festa na Roça.”

Fotos: divulgação

No último volume – Naquela época, a rotina dela era abarrotada. O estágio na TV Unisa, o trabalho e o curso de jornalismo tomavam cerca de 16 horas de seu dia, fato que a impediu de começar um curso profissionalizante. “Por inúmeras vezes pensei em largar tudo, só para fazer teatro. Não larguei porque sei que o mercado de trabalho é difícil e injusto. Mas ainda sonho com essa possibilidade…”. Enquanto sonha, Vanessa continua ocupando o tablado. No fim de 2010, participou, pelo Teatro Escola Macunaíma, da peça Tribobó City, de Maria Clara Machado, encenada também pelo ator Rodrigo Caporrino, noivo da jornalista.

Capa – Longe do palco, Vanessa dá sinais de que o teatro ocupa um lugar especial em sua vida. Quer saber o porquê? “Meu lado B é indispensável porque estudar teatro, subir aos palcos e sentir o calor do público me fazem um bem inexplicável. Amo jornalismo, mas o Teatro está além…”. Ela conta que quando está na escola decorando textos, ensaiando e fazendo marcação de cena é capaz de esquecer todos os problemas. “Viver a vida de outras pessoas, dentro do personagem, é mágico… Todos deveriam vivenciar essa magia, ao menos uma vez na vida.”

Vanessa Rosal e o elenco da peça Tribobó City, encenada na sede do Teatro Escola Macunaíma.


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